Entender se a compra com recurso bancário é viável exige ver números e regras com clareza.
Uma regra prática orienta a análise: as parcelas não devem ultrapassar 30% da renda familiar. A entrada costuma ser 20% do valor, embora alguns bancos aceitem 10% conforme política interna.
Para exemplificar, um imóvel de R$ 350.000 requer entrada de R$ 70.000. Financiando R$ 270.000 em 35 anos, a parcela inicial pode ficar próxima de R$ 2.677, com redução ao longo do prazo (simulação referência Caixa).
O processo envolve simulação no site do banco, comprovação de renda, análise de crédito e avaliação do imóvel. Há custos extras: ITBI, registro em cartório, seguros MIP/DFI e taxa de avaliação.
Comparar propostas pelo CET ajuda a evitar surpresas, já que juros nominais não mostram o custo total. Planejamento realista melhora a chance de aprovação e reduz retrabalho.
Principais aprendizados
- Avaliar a renda e a regra dos 30% antes de simular.
- Considerar entrada padrão de 20% ou opções a partir de 10% em alguns bancos.
- Incluir custos iniciais como ITBI, cartório e seguros no orçamento.
- Usar simuladores em site dos bancos e comparar pelo CET.
- Organizar documentos para agilizar análise de crédito e avaliação.
Entendendo o objetivo: quando o financiamento imobiliário faz sentido
A escolha pelo crédito imobiliário nasce da soma entre necessidade e planejamento. O financiamento dá acesso imediato ao bem, ao contrário do consórcio, mas traz juros e encargos que elevam o custo total.
Decidir envolve avaliar a urgência da moradia, a capacidade de compor entrada e a manutenção das parcelas sem ultrapassar 30% da renda. Prazos podem chegar a 35 anos, dependendo da instituição e da idade do comprador.
Para entender se vale a pena, considere: o objetivo é moradia ou investimento? Há planejamento para taxas, seguros e impostos? Prazos longos reduzem a parcela, mas aumentam o valor final pago.
“Querer não é o mesmo que poder: mapear despesas e projetar renda futura evita apertos financeiros.”
Como saber se posso financiar imóvel
Compare propostas entre bancos com atenção ao CET e escolha um comprar casa em Maringá ou outra localidade apenas quando a combinação de valor, prazo e condições couber no orçamento.

- Avalie urgência e estabilidade da renda.
- Projete custos além da parcela.
- Prefira entrada maior em cenários de juros altos.
Critérios de aprovação nas instituições financeiras
As instituições financeiras usam regras claras para medir risco e decidir propostas de crédito.
Regra dos 30% da renda e capacidade de pagamento
A parcela não deve comprometer mais de 30% da renda bruta mensal. Esse teto funciona como pilar da análise e limita o valor da prestação.
O objetivo é garantir que o tomador mantenha o pagamento ao longo do prazo, sem exposição a inadimplência.
Idade, capacidade civil e situação do CPF
O proponente precisa ter no mínimo 18 anos. Alguns bancos somam idade e prazo; se o total ultrapassar o limite interno, o contrato é rejeitado.
É exigida capacidade civil plena e CPF sem pendências cadastrais.
Score, restrições no nome e histórico
O banco avalia score, protestos e dívidas. Pendências no nome ou execução fiscal costumam barrar a aprovação.
Documentos aceitos como comprovação de renda incluem holerite, IR, DECORE e extratos. A instituição também checa movimentação para evitar inconsistências.
- Tipo e regularidade do imóvel influenciam, pois o bem é garantia.
- O nível de juros oferecido reflete o risco percebido.
- Preparar documentos e quitar dívidas melhora a análise.

Como saber se posso financiar imóvel: checklist rápido de elegibilidade
Um checklist prático ajuda a identificar se a proposta tem chance real de aprovação bancária.
Renda comprovada e composição familiar
Verifique se a renda somada apenas pelos residentes do endereço suporta a parcela dentro do limite de 30%.
Inclua holerites, IR e DECORE; para autônomos, apresente extratos e declaração de imposto. Consistência entre valores declarados e movimentação bancária é vital.
Entrada disponível, FGTS e dívidas em andamento
Confirme o valor reservado para entrada — o padrão é 20%, embora alguns bancos aceitem 10% em casos específicos.
Cheque o saldo do FGTS e liste as dívidas ativas. Evite contratar crédito novo até a aprovação para proteger o score.
- Valide a situação do CPF e pendências em nome do comprador.
- Simule no banco escolhido o valor financiável e compare cenários.
- Reserve caixa para custos iniciais: ITBI, cartório, avaliação e seguros.
- Confirme a regularidade do imóvel e a política do banco sobre FGTS e prazos.
- Registre tudo em planilha para comparar renda, entrada e parcela entre bancos.
Quanto posso financiar? Cálculo prático com entrada e parcelas
Calcular o limite de crédito parte da renda disponível e de escolhas sobre entrada e prazo.
A regra prática transforma 30% da renda em parcela-limite. Com esse teto, o interessado testa prazos e taxas para descobrir o valor do crédito possível.
Exemplos com valores, prazos e juros
No exemplo real, um imóvel de R$ 350.000 com entrada de R$ 70.000 deixa R$ 270.000 para financiamento. Em 35 anos a parcela inicial fica próxima de R$ 2.677 e a final de R$ 674 (referência Caixa).
No exemplo hipotético, apartamento de R$ 300.000, entrada de R$ 60.000, 30 anos, juros 6,5% a.a. e CET 7,2% gera parcela inicial de ≈R$ 1.497,77 para renda de R$ 5.000 (29,96%).
Impacto da entrada, do CET e do banco
Uma entrada maior reduz o saldo e permite prazos menores sem romper a regra dos 30%. O CET mostra que seguros e tarifas elevam o custo mesmo quando os juros nominais parecem baixos.
- Calcule parcela-limite = 30% da renda e use simulador para achar o crédito.
- Compare prazos (ex.: 25 vs. 35 anos) para ver trade-off entre parcela e custo total.
- Considere entradas de 10% apenas com folga orçamentária e autorização do banco.
Registre cenários e refaça contas com as condições atuais antes de financiar imóvel ou aceitar proposta.
Tipos de financiamento: SFH, SFI, Minha Casa Minha Vida e direto com a construtora
Há diferentes caminhos de crédito, cada um com regras próprias para teto, uso do FGTS e composição de custos.
SFH: teto regulatório e FGTS
O Sistema Financeiro de Habitação atende principalmente quem busca casa ou apartamento para uso próprio.
Tem limite de valor (ex.: até R$ 1,5 milhão em alguns parâmetros), permite uso do FGTS e oferece juros controlados.
SFI: flexibilidade para valores maiores
O Sistema de Financiamento Imobiliário não tem teto. Atende imóveis de alto padrão e pessoas jurídicas.
As taxas acompanham o mercado e podem ser mais altas, exigindo atenção ao CET e prazos.
Programas sociais e construtoras
Minha Casa Minha Vida traz subsídios por faixa de renda e, em situações, permite entrada reduzida ou nula.
Já o acordo direto com a construtora costuma ter menos burocracia inicial.
A entrada pode ser parcelada durante a obra; o saldo normalmente vira crédito bancário na entrega das chaves.
- Compare valor total: entrada, parcela e custos.
- Verifique uso do FGTS e limite do SFH antes de decidir.
- Para imóveis acima do teto, negocie prazo e juros no SFI com cuidado.
- Considere relacionamento com bancos para melhores condições.
Simulação, bancos e condições: onde comparar juros, CET e prazos
Comparar ofertas entre instituições ajuda a revelar o custo real do crédito. Simulações rápidas mostram como juros, seguros e taxas formam o CET, o indicador que traduz o custo total.
Simuladores online e leitura do CET
Use o site de cada banco para gerar cenários com entrada, prazo e renda. Anote o CET; ele agrega juros, MIP, DFI e tarifas.
Prefira comparar três ou mais propostas e registrar o valor das parcelas e o custo total em uma planilha.
Diferenças entre taxas por banco e relação com valor de parcelas
Taxas aparentes menores podem ficar mais caras por causa de seguros e tarifas. Algumas instituições oferecem prazos até 35 anos.
A aprovação costuma levar de 5 a 15 dias úteis, dependendo da análise documental e do registro do contrato.
- Atualize simulações periodicamente; o mercado muda rápido.
- Monte exemplos com variação de entrada e prazo antes de fechar o acordo.
- Considere benefícios por relacionamento que reduzam juros e tarifas.
Documentação essencial do comprador e do imóvel
Ter os documentos organizados agiliza a análise e evita exigências extras do banco.
Documentos pessoais: RG ou CNH, CPF, certidão de nascimento, casamento ou união estável e comprovante de residência atual. Todos os documentos devem estar legíveis e atualizados para evitar retrabalho.
Comprovação de renda: empregados apresentam holerite e carteira de trabalho. Autônomos e liberais devem levar extratos, DECORE e a declaração de imposto de renda. Aposentados usam comprovante de benefício.
Documentos do imóvel: matrícula atualizada, certidão negativa de ônus e IPTU em dia. Para apartamento usado, peça certidões dos vendedores e verifique ações ou dívidas que possam impedir o registro.
- Verifique o nome e o CPF para ausência de restrições.
- Coparticipantes que residirem no imóvel podem somar renda.
- Calcule separadamente custos de cartório e registro além da entrada.
Confirme com a instituição eventual documentação adicional. Uma pasta completa com documentos pessoais, prova de renda e dados do imóvel acelera o processo de financiamento e reduz idas e vindas.
Análise de crédito e avaliação do imóvel
Antes de liberar o crédito, o banco cruza dados pessoais e transações para medir risco e consistência. Essa etapa verifica se a renda declarada bate com os extratos e se o comportamento financeiro suporta a prestação.
Em seguida a instituição consulta bases de inadimplência e score para avaliar a situação cadastral. A análise costuma durar entre 5 e 15 dias úteis, dependendo da complexidade dos documentos.
Vistoria e laudo técnico
A avaliação do bem é obrigatória. A vistoria gera um laudo que confirma o valor do imóvel, o estado de conservação e eventuais ônus.
- O laudo normalmente sai em cerca de 15 dias e pode ajustar o montante liberado para o financiamento.
- Imóvel com pendências judiciais, sem escritura ou com ônus não é financiável, mesmo com boa renda.
- Atenção extra a apartamento e casa usados: a regularidade documental precisa ser impecável.
Manter documentos e movimentação coerentes evita exigências adicionais e acelera a decisão do banco. Acompanhamento proativo do processo reduz prazos e aumenta a chance de um laudo favorável.
Custos além das parcelas: ITBI, cartório, seguros e taxas
Antes da assinatura, é essencial mapear taxas e encargos que não entram na prestação. Esses itens afetam o valor total e o caixa necessário na fase de fechamento.
ITBI por município e cálculo
O ITBI varia entre 2% e 4% do valor do imóvel. Por exemplo, um valor imóvel de R$ 300.000 com alíquota de 3% gera R$ 9.000 de imposto.
Cartório: registro do contrato e matrícula
Os custos de cartório incluem o registro do contrato e a atualização da matrícula. Esses valores dependem da localidade e do tipo de bem (apartamento ou casa).
Seguros MIP e DFI embutidos na parcela
Os seguros obrigatórios — MIP (morte/invalidez) e DFI (danos físicos) — vêm na parcela. O preço varia conforme idade, valor financiado e plano do banco.
Tarifas administrativas e avaliação
Tarifas de análise/abertura e a avaliação do bem (R$ 1.000 a R$ 3.000) compõem o CET. Peça ao banco um demonstrativo detalhado do CET antes de assinar.
- Reserve uma quantia extra além da entrada para cobrir ITBI, cartório, avaliação e tarifas.
- Verifique se dívidas pendentes podem atrasar liberação do crédito.
- Compare CETs entre bancos para entender juros, taxas e seguros embutidos.
Erros comuns que atrapalham a aprovação
Pequenas decisões financeiras tomadas no meio do processo mexem diretamente na aprovação do crédito. Evitar deslizes é crucial para manter a proposta viva e dentro do prazo previsto.
Comprometer a renda com novas dívidas durante o processo
Contrair empréstimos, parcelar compras ou aumentar o limite do cartão eleva o comprometimento de renda. Isso reduz o espaço para as parcelas e prejudica a análise crédito.
Muitos indeferimentos ocorrem quando a dívida passa de 30% da renda ou quando surgem outras dívidas na reta final.
Documentação desatualizada ou incompleta
Documentos vencidos, certidões faltantes ou dados divergentes entre holerite e extrato geram exigências. Retrabalho atrasa a resposta dos bancos e pode estender a aprovação além dos 5 a 15 dias úteis.
Também é comum reprovação por CPF negativado, problemas legais do imóvel ou inconsistência no nome dos vendedores.
- Mantenha o nome limpo e evite novas dívidas durante o processo.
- Responda rápido às exigências e não altere emprego ou renda até a assinatura.
- Reserve a entrada e custos de cartório/ITBI; não conte com crédito extra de última hora.
- Revise parcelas e condições para garantir que o financiamento cabe no orçamento do apartamento ou casa.
Passo a passo do processo de financiamento
O caminho para liberar o crédito passa por etapas claras e prazos previsíveis. Seguir um roteiro reduz retrabalho e ajuda o comprador a controlar custos.
Escolha do imóvel e simulação
Inicia com a escolha do imóvel e a simulação no site do banco. A simulação alinha valor, prazo e condições.
Entrega de documentos e análise
Organiza e entrega documentos conforme o perfil: assalariado, autônomo ou pensionista. A análise de crédito costuma levar 5-15 dias úteis.
A avaliação do bem gera um laudo técnico (~15 dias) que define o limite e influencia o valor liberado.
Assinatura, cartório de registro e início das parcelas
Após a aprovação, assina-se o contrato e realiza-se o registro em cartório. O registro formaliza o acordo e permite o repasse ao vendedor.
Confirme o CET, seguros e taxas antes da assinatura. A primeira parcela começa conforme o contrato.
- Combine datas com o banco e o vendedor para evitar custos extras.
- Reserve entrada e valores de cartório na mesma janela do registro.
- Seguir o processo reduz riscos e acelera a conquista do apartamento.
Conclusão
A decisão final depende do equilíbrio entre renda disponível, entrada e o custo total do crédito. A viabilidade do financiamento passa por comparar condições em diferentes bancos e checar o CET, não apenas os juros nominais.
É essencial prever custos extras: ITBI, cartório, avaliação e seguros. Contabilizar esses itens evita surpresas no fechamento da compra.
Organizar documentos e confirmar a regularidade do imóvel acelera a análise (5–15 dias) e o laudo técnico (~15 dias).
Para comprar apartamento ou casa, simular cenários com vários prazos e valores ajuda a manter a parcela dentro dos 30% da renda. Alinhar datas entre comprador, vendedor e banco reduz contratempos.
Com organização e comparação criteriosa, a casa própria torna-se um objetivo tangível e sustentável.
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